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Curiosity descobre rocha com forma de pirâmide

quinta-feira, 20 de setembro de 2012 0 comentários

(Foto: NASA)
 
Com uma estranha forma de pirâmide e do tamanho de um bola de rugby, a rocha batizada de "Jake Matijevic" encontrada pela sonda Curiosity será a primeira análise do braço robótico.

A Curiosity, a sonda da NASA que chegou a Marte no mês passado, encontrou no seu caminho uma rocha com a forma de uma pirâmide que será o primeiro elemento a ser examinado pelo braço robótico da sonda.
Apenas 2,5 metros separam o veículo do seu objetivo. A rocha foi batizada de "Jake Matijevic" em homenagem a Jacob Matijevic, um engenheiro chefe da missão que morreu exatamente há um mês, pouco dias depois da Curiosity ter pousado no Planeta Vermelho.

A estranha rocha, de 25 centímetros de altura por 40 de largura, será a primeira análise de forma cruzada, ou seja que permita o cruzamento de dados.

A Curiosity encontra-se agora a meio do caminho desde que pousou, em Bradbury até ao seu destino, um local designado de Glenelg. As distâncias que percorre diariamente não parecem muito longas - de 22 a 37 metros -, mas a NASA está mais do que satisfeita.

Trabalho realizado na Bahia pode render frutos que apontam soluções novas para dengue na Amazônia

domingo, 15 de julho de 2012 0 comentários

Os cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia(INPA) estão otimistas com trabalhos que apontam soluções novas para dengue, doença causada pelo mosquito Aedes Aegypt.

Esperançosos nos resultados da pesquisa realizada no município de Juazeiro, na Bahia, sobre os mosquitos transgênicos, espécimes machos estéreis alterados geneticamente,os pesquisadores aguardam a introdução da técnica na Amazônia.

Segundo o responsável pelo Laboratório de Malária e Dengue  do Inpa, Wanderli Tadei, a novidade vai ajudar no controle da dengue no Brasi. “Com certeza iremos introduzir essa técnica na Amazônia, porque se há um local onde existe uma abundância de vetores (mosquito), é aqui”, disse.

A técnica interrompe a  reprodução. “O genes inviabiliza o desenvolvimento das larvas.  E não há a possubilidade do macho cruzar com outra fêmea de anophelino, inviável evolutivamente. É uma inovação no controle dos vetores”, avaliou.

Exame prévios são necessários
Para a introdução da técnica do mosquito transgênico no Amazonas será necessária a realização de exames prévios.  “Alguns experimentos precisam ser feitos para saber o que acontece com o estudo  além do aedes aegypt. Talvez fazer experimentos também com outros os anophelinos”, disse Tadei.

Tadei relata que  o vetor em densidade baixa não transmite a doença. “Quando se consegue uma redução no número de larvas e mosquitos, como ocorreu em Juazeiro,  também se consegue controlar o vetor e a doença. O vetor não vai mais existir”.

Mas, o pesquisador esclarece que os custos para o desenvolvimento da pesquisa no Amazonas devem ser levados em consideração. “ Em Juazeiro, houve uma redução de 90% da população do mosquito porque  foi criada uma verdadeira fábrica de mosquito transgênico. Temos que ter a produção em massa desses mosquitos em Manaus, que vai demandar a instalação de um laboratório específico, para que a produção seja feita a não dar fôlego para a reprodução normal do mosquito. Mas, tenho certeza que o Ministério da Saúde vai implementar essa técnica nas regiões mais afetadas pela doença”, esclareceu.

Combate
Enquanto a técnica do mosquito transgênico não chega a Amazônia, os especialistas apostam em pesquisas de produtos utilizados no combate ao mosquito.

A técnica do cal e cloro, resultado de pesquisas realizadas pelo Inpa, é considerada uma  medida barata, simples e que apresenta resultados rápidos no controle do mosquito. “Além disso é uma composição  biodegradável que mantém, por um ano e meio, o prédio sem o aedes aegypt. O mosquito começa a explorar a construção desde o térreo até os últimos andares. Se for aplicada a composição, a fêmea do mosquito, que não coloca seus ovos em lugar insalubre para a espécie, ele abandona o local inviável para a resprodução”

Em casa
No âmbito doméstico, uma das técnicas  desenvolvidas pelo Inpa para afastar o mosquito da dengue  é a solução de cravo-da-índia aplicada nos vasos de plantas.

Estudos revelaram que o cravo-da-índia é rico em “eugenol”, óleo larvicida, fungicida e antiviral,  com propriedades medicinais, que tem ação sobre as larvas do mosquito da dengue .

Basta bater 60 botões do cravo em uma 1/2 xícara de água no liquidificador e aplicá-la, rotineiramente, nos aparadores das plantas. A  solução pode ser guardada na geladeira   por até um ano.

‘Lira’ sinaliza  riscos  maiores  na Zona Leste
O índice de infestação pelo mosquito da dengue, na capital amazonense, caiu de 2,7%, em abril, para 2% em julho, conforme levantamento realizado pela Prefeitura de Manaus, entre os dias 2 e 13 deste mês.

Apesar da redução no índice geral da capital, o secretário municipal de Saúde, Francisco Deodato, faz um alerta à população da Zona Leste que, no levantamento, apresenta o maior Índice de infestação predial pelo mosquito transmissor da doença. As áreas com maior problema estão, principalmente, nos bairros Tancredo Neves, Jorge Teixeira e Coroado.

Pelos parâmetros do Ministério da Saúde, o resultado apurado pelo Levantamento de Índice Rápido de Infestação do Aedes Aegypti (LIRAa), na capital, é de médio risco para casos de dengue, patamar que vai de 1% a 3,8%. Este foi o terceiro LIRAa do ano, em Manaus. Para realizar o levantamento, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) inspecionou 26.996 imóveis, distribuídos por todas as zonas da cidade.

De acordo com o secretário, o levantamento mostrou que, na zona Leste, os riscos estão associados, principalmente, aos depósitos de armazenamento de água no nível do chão (como camburões, por exemplo), que são mantidos sem tampa. A água limpa e parada é propícia à proliferação das larvas do mosquito Aedes aegypti. “É muito importante que a população não se descuide desses detalhes. Camburões, tanques e outros depósitos do tipo tê de estar fechados”, orientou.

Dica
As técnicas de Cal e Cloro e do Cravo-da-Índia, criadas pelo laboratório de Malária e Dengue do Inpa, foram destaque durante durante a Expo Brasil Sustentável, feira organizada pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) durante a Conferência das Nações Unidas, a Rio+20.A ciência amazônica demonstrou meios fáceis de se combater a doença no Brasil.

Mulher que trabalha à noite tem mais risco de câncer de mama, diz estudo

domingo, 24 de junho de 2012 0 comentários

Pesquisadores franceses do Instituto Nacional da Saúde e Pesquisa Médica (Inserm, na sigla em francês) analisaram o efeito do trabalho noturno sobre 3 mil mulheres do país e descobriram que 30% têm maior risco de desenvolver câncer de mama. Os resultados estão publicados na revista científica "International Journal of Cancer".

Os autores se basearam em estudos populacionais feitos entre 2005 e 2008. Mais de 11% das mulheres tinham trabalhado à noite em algum momento da carreira.

As chances de tumor foram maiores entre as que fizeram isso por mais de quatro anos e entre as que mantinham uma rotina de atividade noturna inferior a três dias por semana, por sofrerem distúrbios mais frequentes no ritmo de sono e vigília.

A ligação entre o trabalho noturno e o câncer de mama ficou ainda mais acentuada quando os pesquisadores olharam para as mulheres que haviam trabalhado à noite antes da primeira gravidez. Uma explicação para isso poderia ser que as células mamárias, ainda não totalmente diferenciadas antes da gestação, ficam mais vulneráveis.

Entre as hipóteses para isso estão: exposição à luz durante a noite, que elimina a liberação de melatonina (hormônio responsável pelos receptores hormonais, pelo sistema imune e pela qualidade do sono) e seus efeitos anticancerígenos; o funcionamento perturbado dos genes do relógio biológico que controlam a multiplicação celular; e distúrbios do sono que podem enfraquecer a imunidade.

Segundo principal autor do trabalho, Pascal Guénel, essa é uma questão de saúde pública, pois o número de mulheres que trabalham em horário atípicos está aumentando.

Em 2010, baseada em um estudo epidemiológico experimental, a Agência Internacional para Pesquisa de Câncer (Iarc, na sigla em inglês) classificou atividades profissionais que perturbam o ritmo circadiano – que regula inúmeras funções biológicas, como a alternância entre vigília e sono – como "provavelmente cancerígenas".

O câncer de mama é a maior causa de mortes femininas. Afeta cem de 100 mil mulheres por ano nos países desenvolvidos. Anualmente, mais de 1,3 milhão de novos casos são diagnosticados, 53 mil deles na França.

Os fatores de risco para esse tipo de tumor são variados. Eles incluem mutações genéticas, uma primeira gravidez tardia, baixa paridade, terapias de reposição hormonal em pacientes predispostas, hábitos de vida, e causas ambientais e profissionais ainda não completamente identificadas.

Governo federal quer exportar vacina contra tuberculose

sexta-feira, 22 de junho de 2012 0 comentários

O governo federal vai investir R$ 52 milhões  para ampliar em seis vezes a produção nacional da vacina BCG contra a tuberculose. O principal objetivo é exportar o imunizante em escala global, além de continuar abastecendo a demanda interna. Atualmente, o Brasil exporta sete tipos de vacina para todo o mundo.

“Isso vai permitir que o Brasil, além de manter o abastecimento da vacina BCG do nosso programa nacional de imunização, que são 10 milhões de unidades por ano, gere esse excedente [que vai ser produzido] de 60 milhões de unidades, como parte de um esforço que o país está fazendo de disputar o mercado internacional de vacinas”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

O anúncio foi feito hoje (22) pelo ministro em evento na Clínica da Família da Rocinha, zona sul da capital fluminense, que homenageou o programa carioca de combate à tuberculose. Durante o evento, a diretora-geral da Organização Mundial de Saúde, Margareth Chan, conheceu as conquistas do modelo brasileiro no tratamento da doença.

A Fundação Ataulfo Paiva, laboratório público responsável pela fabricação da vacina, vai receber os investimentos para construção de um novo parque industrial em Xerém, no município de Duque de Caxias, Baixada Fluminense. Atualmente, o pólo industrial localizado no centro do Rio de Janeiro produz 10 milhões de vacinas por ano.

O local escolhido para a homenagem foi estratégico porque a Rocinha representava a área com maior registro da doença na cidade. Segundo o secretário de Saúde do Rio, Hans Dohman, atualmente o bairro apresenta uma taxa de 84% de cura dos pacientes. Para Dohman, o investimento em atenção primária no sistema de saúde é o grande responsável por tirar a Rocinha da zona de risco.

“Na hora que a gente inclui 2 milhões de cariocas no sistema de saúde, principalmente no nível primário de atenção, responsável por tomar conta da tuberculose, certamente isso deu à prefeitura a possibilidade de identificar os casos e tratar, educar e diminuir a transmissão”, justificou.

Ele disse que outro importante aliado no tratamento precoce da tuberculose é um teste que permite em apenas duas horas identificar se o paciente está infectado. Pelo método antigo, o resultado demorava sete dias, o que atrapalhava o combate à doença. Rio e Manaus foram às cidades escolhidas para receber a nova tecnologia, que ainda está em teste.

Nos últimos quatro anos, a incidência de tuberculose no município caiu de 97,5 para 73,9 doentes por 100 mil pessoas infectadas, uma redução de 24%. A cidade, que ocupava o último lugar entre as capitais, avançou cinco posições no tratamento da tuberculose.

Britânico diz que câncer poderá ser detectado em exames de sangue

quarta-feira, 20 de junho de 2012 0 comentários

O biólogo britânico Charles Lawrie, um especialista em pesquisa oncológica, afirmou nesta quarta-feira que dentro de três anos será possível detectar o câncer com um simples exame de sangue.

Esta análise poderia localizar diferentes tipos de câncer através de biomarcadores e, principalmente, substituir as biópsias, que supõe riscos para o paciente, são caras e necessitam de especialistas para interpretá-las.

Em um encontro com a imprensa na cidade espanhola de Bilbao (norte), Lawrie explicou que nos últimos anos priorizou o estudo de uns biomarcadores denominados "microRNA", um termo que surgiu há uma década para descrever uma molécula de ácido ribonucleico.

Lawrie estudou na Universidade de Oxford, onde cursou um doutorado em Ciências Biológicas, e assumiu o Instituto Biodonostia como diretor de Pesquisas Oncológicas há um ano, no marco do programa de captação de talentos da Fundação Basca de Ciência-Ikesbasque.

Os "microRNA" estão presentes em uma gota de sangue e "em teoria", segundo precisou o biólogo, poderiam indicar a presença do câncer.

O investigador indicou que sua área de trabalho está centrada nos linfomas, embora o diagnóstico através da mostra de sangue poderia ser utilizado para outros tipos de câncer e outras doenças.

Por enquanto, esta possibilidade se encontra em fase de pesquisa, mas Lawrie adiantou que a mesma já poderia ser aplicada em apenas três anos.

Em relação aos usuais tratamentos de combate ao câncer, o pesquisador afirmou que o futuro passa pelos tratamentos individualizados, já que os atuais são estabelecidos por patologias e funcionam com alguns pacientes, mas com outros não.

Para se chegar aos tratamentos personalizados, Lawrie afirmou que é preciso extrair uma sequência do genoma de cada paciente, uma prova cujo custo ainda é muito caro, mas que deverá diminuir "muito" em breve.

"Há dois anos, o custo desta técnica circulava entre US$ 20 mil e US$ 50 mil. Agora, eles devem custar cerca de US$ 2 mil e US$ 3 mil", indicou o biólogo.

Em relação à incidência da crise econômica no financiamento da pesquisa, Lawrie disse que "é mais que notável" e lembrou que o desinteresse neste âmbito possui uma razão especifica: "os resultados demoram a chegar".

EFE

Lua de Saturno pode ter lagos de metano líquido

quarta-feira, 13 de junho de 2012 0 comentários

Imagem da sonda Cassini mostra a lua Titã (Foto: NASA/JPL/SSI)


Há oito anos, a missão espacial Cassini-Huygens chegou à órbita de Saturno e começou a desvendar os mistérios do segundo maior planeta do sistema solar e de suas luas. Um dos grandes interesses dos cientistas era entender se havia líquidos em Titã, uma das luas de Saturno e o único lugar no sistema solar com uma meteorologia ativa relativamente semelhante à da Terra – ali existe um ciclo de metano semelhante ao da água na Terra.

A conclusão foi que sim, havia metano líquido em pequenas quantidades próximo aos polos norte e sul do satélite. Agora, um estudo publicado nesta quarta-feira (13) no periódico científico Nature mostrou que provavelmente há metano líquido também perto dos trópicos.

“De imediato se notou que não há grandes regiões de líquidos (não há oceanos ou grandes mares). Só se encontrou lagos, na maioria próximos do pólo norte, mas também perto do pólo sul. Mas ninguém havia encontrado lagos em baixas latitudes (próximo do equador). Isso significa que se houvesse lagos em baixas latitudes, eles seriam pequenos, difíceis de identificar.”, explicou ao iG Paulo Penteado, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP), um dos autores do estudo.

Penteado completa: “Neste trabalho, estávamos especificamente procurando por sinais de superfícies líquidas entre os espectros obtidos por um instrumento da Cassini (chamado VIMS). Como havia muitas observações a analisar, só pudemos procurar sistematicamente por lagos usando um banco de dados de observações que desenvolvemos. Isto nos permitiu procurar por observações através das características dos espectros de forma mais detalhada e complexa do que o permitido anteriormente. Encontramos uma pequena região escura, próxima do equador, que, segundo a nossa análise, parece ser um pequeno lago. E algumas outras, menos escuras, que poderiam ser lagos mais rasos, com apenas alguns centímetros de profundidade”.

Os estudos, no entanto, continuam. Titã ainda é pouco conhecida pelos cientistas pois seu ciclo de estações dura 30 anos terrestres – e a Cassini está há apenas oito anos observando a lua. “Estamos ainda descobrindo como é a meteorologia de Titã, como ela varia ao longo das estações do ano e ao longo de toda a superfície de Titã. Estamos ainda determinando se há desertos, lagos, ou mesmo vulcanismo. Encontrar lagos próximo ao equador pode indicar que estes são alimentados por fontes subterrâneas, impedindo que evaporem, uma vez que chuvas parecem ser raras nesta região”, afirmou Penteado.

Entre os próximos passos da pesquisa está continuar a busca por líquidos em regiões que haja indicativos que eles possam existir. “Outro passo é tentar observar estes possíveis lagos com o RADAR da Cassini, que permitiria determinar melhor as suas características. E outro ainda é tomar novas observações, com melhor resolução e menos ruído, para melhorar a precisão da nossa análise”, completou Penteado.

 
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