A China realizou neste domingo seu primeiro acoplamento manual, ou seja, pilotado por um cosmonauta, entre duas naves em órbita ao redor da Terra, uma etapa importante em seu ambicioso programa espacial, cujo objetivo é criar uma estação espacial em 2020.
Graças a uma manobra realizada pela cosmonauta Liu Yang, a nave Shenzhou IX ("Nave divina") entrou em contato às 04h50 GMT (01h50 de Brasília) com o módulo Tiangong-1 ("Palácio Celeste"), do qual havia se separado pouco antes, um "beijo espacial" divulgado pela rede de televisão chinesa CCTV.
Alguns minutos depois da manobra, o centro de controle de Pequim anunciou ao vivo na televisão o sucesso da operação, o principal objetivo da tripulação da Shenzhou IX nesta quarta missão espacial tripulada chinesa de 13 dias de duração.
Os três cosmonautas a bordo, entre eles Liu Yang, a primeira mulher enviada pela China ao espaço, retornaram à nave Shenzhou IX antes da separação do módulo Tiangong-1, que ocorreu às 03h00 GMT (00h00 de Brasília).
O primeiro acoplamento espacial tripulado chinês ocorreu na última segunda-feira entre estas duas naves, embora em modo automático, ou seja, a manobra foi dirigida a partir do centro de controle espacial em terra.
Os acoplamentos manuais podem ser necessários em caso de avaria do sistema automático.
"Este primeiro acoplamento manual foi perfeito", disse na televisão Zhang Liyan, uma responsável do programa espacial chinês de voos tripulados. "No último momento as duas naves estavam mais bem alinhadas que na última vez", no acoplamento automático, acrescentou.
A China conquistou há quase oito meses seu primeiro "beijo" espacial entre a nave sem tripulação Shenzhou VIII e o módulo Tiangong-1, lançado no dia 29 de setembro.
Antes da missão, Liu Yang havia treinado em terra para realizar o acoplamento manual e havia repetido ao menos 1.500 vezes esta manobra, que ocorre com as duas alavancas situadas à esquerda e à direita de seu assento a bordo do Shenzhou IX, indicou a CCTV.
A operação é muito delicada porque as duas naves giram ao redor da Terra a uma velocidade de cerca de 28.000 quilômetros por hora e podem se destruir mutuamente em caso de colisão.
A China busca dominar a técnica do acoplamento espacial de naves em órbita ao redor da Terra, uma etapa crucial na conquista do espaço que a Rússia e os Estados Unidos superaram nos anos 1960.
O programa chinês de voos espaciais tripulados, um dos grandes orgulhos do país, que tem como prioridade recuperar seu atraso tecnológico, tem por objetivo criar em uma década uma estação espacial na qual uma tripulação possa viver durante vários meses, seguindo o modelo da antiga estação russa Mir ou da Estação Espacial Internacional (ISS).
AFP
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China realiza primeiro acoplamento espacial pilotado por um cosmonauta
segunda-feira, 25 de junho de 2012
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