O acidente com um helicóptero da TV Record, na manhã desta quarta-feira (10) no Jockey Clube, em São Paulo, foi o terceiro envolvendo este tipo de aeronave na capital paulista em 2010, de acordo com informações da Força Aérea Brasileira (FAB). Segundo o oficial, além de um acidente ocorrido na Rodovia Anchieta no dia 26 de janeiro, houve outra queda no Campo de Marte neste ano. Nos dois casos, não houve mortes. ‘Helicópteros são como motoboys’ Para garantir a segurança no tráfego aéreo, é preciso, segundo Munhoz, equilibrar os movimentos dos aviões de grande e pequeno porte com os dos helicópteros. “Dá para fazer um paralelo com o trânsito. Os helicópteros são como motoboys, e os aviões, como os carros”, compara o coronel. Principal fator de acidentes é perda de controle Cada vez que ocorre um acidente com um helicóptero, o Serviço Regional de Prevenção e Investigação de Acidentes Aeronáuticos (Seripa) entra em ação para esclarecer os motivos da queda. De acordo com o tenente-coronel Henry, são três os principais fatores que contribuem para os acidentes no país: perda de controle em voo (apontado em 30% dos casos nos últimos 10 anos), colisão com obstáculo (27%) e falha no motor (22%). “Em princípio, vamos investigar a hipótese de perda de controle por falha de comando de voo ou falha do motor. Aquela fumaça que saiu do helicóptero pode ter algo a ver com algum problema técnico. Tudo indica que o piloto ainda tentou fazer um pouso forçado após a falha”, disse Crespo, por telefone, ao G1. O piloto teria relatado uma pane no rotor de cauda.
O número é o equivalente a um sexto do total de acidentes – 18 – com helicópteros em todo o Brasil em 2009. “Estamos em uma curva ascendente de acidentes com helicóptero no país. É uma preocupação que já vem de alguns anos”, disse o tenente-coronel Henry Munhoz, do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica em entrevista ao G1.Aeronave caiu na manhã desta quarta no Jockey Club de SP (Foto: Filipe Araújo/AE)
Com cerca de 40% da frota de helicópteros do Brasil e o maior tráfego aéreo da América Latina, São Paulo é observada atentamente pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que organiza ações de prevenção com pilotos e controladores. Além das centenas de aeronaves da capital, a cidade recebe um fluxo de veículos de outras cidades e estados.
No céu de São Paulo, há corredores específicos para a circulação de helicópteros nas regiões menos povoadas, como sobre as marginais e redes ferroviárias, explica o oficial: “Esses locais são estrategicamente estabelecidos para que, em caso de emergência, os helicópteros possam fazer pousos que comprometam menos as pessoas”.
As aeronaves só saem desses corredores quando se dirigem para o local de pouso. Para manter a ordem dessas operações, há um controle por radar, feito a partir do Aeroporto de Congonhas. Antes de cair sobre o gramado do Jockey Clube, o helicóptero da Record fez contato por rádio informando a emergência.
Segundo o tenente-coronel Ricardo Beltran Crespo, comandante do Seripa 4, em São Paulo,as principais hipóteses para o acidente desta quarta-feira são falha técnica ou falha humana.
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Acidente com helicóptero da Record é o terceiro em 41 dias em SP, diz FAB
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
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