Flávio Arns diz que consultará Justiça para sair do PT; Delcídio diz que petistas ficaram "desamparados" com ausência de Mercadante.
O senador Flávio Arns (PT-PR) anunciou nesta quarta-feira (19) que pedirá à Justiça Eleitoral para sair do Partido dos Trabalhadores. O senador vai esperar que a Justiça decida se o mandato pertence a ele ou ao partido. "Quero que a Justiça diga que o PT foi infiel ao ideário do partido", disse. O senador disse que ficou envergonhado com a decisão da bancada petista em votar pelo arquivamento das ações que foram movidas contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). "Fiquei envergonhado com o que aconteceu. Estamos dando as costas para a sociedade brasileira. Hoje as bandeiras da ética e da Justiça foram rasgadas", disse. >> Acompanhe as notícias do país em Veja.com Já o senador Delcídio Amaral (PT-MS) afirmou que o líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), deixou a bancada "desamparada" no Conselho de Ética ao contrariar a orientação do presidente do partido, Ricardo Berzoini (SP), para que os petistas votassem pelo arquivamento das ações contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). "Um exército forte é feito de um líder forte. Nós nos sentimos desamparados hoje", disse Delcídio. Na avaliação de Mercadante, que não é integrante do conselho, arquivar as denúncias e representações contra o presidente do Senado não seria a melhor maneira de tentar solucionar a crise política no Senado. Delcídio contou que foi combinado, em reunião do PT, que a nota de Ricardo Berzoini seria lida por Mercadante, para anunciar ao Conselho de Ética "uma posição da bancada" em relação às ações envolvendo o presidente do Senado. Em cima da hora, porém, Mercadante desistiu de ler a orientação do diretório nacional e pediu que o senador João Pedro (PT-AM) anunciasse a nota em seu lugar. "Fiquei constrangido em votar pelo arquivamento das ações", confessou o senador, "mas sou um homem de partido. Ser governo não é só ficar no bem-bom, tem que mastigar o osso", afirmou Delcídio. Foram arquivadas hoje 11 ações movidas pela oposição contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e uma representação do PMDB contra o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM). “Triste dia” "É impressionante como o Senado cada vez mais consegue se afastar da vontade da opinião pública", disse o senador Renato Casagrande (PSB-ES). "O apoio do PT ao presidente José Sarney mostrou que o presidente Lula colocou a sua digital no arquivamento", avaliou José Agripino Maia (RN), líder do DEM. "Hoje é o dia que o PT abraça o Sarney e o Collor (senador e ex-presidente Fernando Collor de Mello) e a Marina sai. Sinceramente, não sei quem representa o PT lá na origem, se o Lula do Sarney ou se é a Marina. Triste dia este para o PT e triste dia este do Senado", disse Pedro Simon (PMDB-RS), em referência ao anúncio, de manhã, da saída da senadora Marina Silva do Partido dos Trabalhadores. Simon criticou também a decisão do Conselho de Ética de votar em bloco os recursos apresentados contra o arquivamento das ações movidas contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). "Arquivar em bloco, pura e simplesmente? Eu não entendo essa posição do Senado Federal, do Conselho de Ética, ao invés de permitir a discussão. É ampla a maioria do governo, o governo ganharia", observou Simon. "Se o Conselho de Ética não leva isto a sério, quem vai levar? Uma Câmara de Vereadores do interior? O exemplo que estamos dando é muito triste", disse o senador gaúcho. Por nove votos a seis, o Conselho de Ética arquivou 11 ações que haviam sido movidas pela oposição contra José Sarney. Votaram contra o arquivamento os senadores Demóstenes Torres (DEM-GO), Eliseu Resende (DEM-MG), Rosalba Ciarlini (DEM-RN), Marisa Serrano (PSDB-MS), Sérgio Guerra (PSDB-PE) e Jefferson Praia (PDT-AM). Votaram pelo arquivamento das ações: Wellington Salgado (PMDB-MG), Almeida Lima (PMDB-SE), Gilvan Borges (PMDB-AP), Inácio Arruda (PCdoB-CE), Gim Argello (PTB-DF), Romeu Tuma (PTB-SP) e os petistas João Pedro (AM), Ideli Salvatti (SC) e Delcídio Amaral (MS).
Absolvição de Sarney causa racha na bancada do PT
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
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