A véspera de São João nesta cidade, no Agreste, foi dedicada ao resgate das tradições populares. Logo cedo, o Alto do Moura, polo principal dos foliões juninos durante o dia, os mazurqueiros (cantadores de loas que dançam ao som do ganzá) deram o tom da festa mais importante do Nordeste.
Formando círculos no meio do público presente na arena montada pela Fundarpe, os tiradores de coco entoaram rimas que expressavam o cotidiano do sertanejo e a alegria dos grupos que, pela primeira vez, se apresentaram nos palcos principais do São João de Caruaru, atraindo um público de todas as idades.
“No tempo da juventude eu dançava a mazurca, mas nos últimos anos a gente não via mais essas atrações. Agora começou tudo de novo e eu vim”, comemorou a aposentada Luiza Maria da Silva, 62 anos. A festa seguiu com apresentações dos batalhões dos bacamarteiros e terminou com muito forró e o romantismo de Daniel Bueno.
A terça-feira também foi marcada por apresentações das irreverentes drilhas. A Piradrilha arrastou pelo menos seis mil forrozeiros pela Avenida Agamenon Magalhães, ao som do trio elétrico puxado por Elba Ramalho e Geraldinho Lins. A animação entrou pela noite na Capital do Forró, com a maratona de shows do Pátio de Eventos Luiz Gonzaga e nos nove polos de animação da cidade.
Depois do show inicial do trio As Fulô, o compositor Valdir Santos segurou quase três horas de apresentação, convidando ao palco os cantores Júnior Barreto e Almério. O pátio estava lotado para receber o baiano Gilberto Gil, que apresentou repertório dedicado ao baião. Já Elifas Júnior, conhecido na cidade, levantou o astral dos foliões ao reviver momentos marcantes das quadrilhas caruaruenses, mantendo a animação até os primeiros raios de sol.
Outros municípios do Agreste, como Sairé, também mantiveram a tradição. Crianças e adultos soltaram estrelinhas e buscapés na praça principal.
FONTE: JC ONLINE

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